“Game of Thrones” chega ao fim

A penúltima temporada de Game of Thrones estreia em 16 de julho e deixa o público a apenas 13 episódios do fim da saga que começou a ser exibida em 2011. Ao longo de seis anos, os espectadores precisaram praticar o desapego e muita gente viu o personagem favorito se despedir da série através de espadas afiadas, doses de veneno ou lanças pontiagudas. Junto com eles, muitas teorias sobre quem terminaria no Trono de Ferro também acabaram sendo descartadas. Com base nos que restaram em pé na série, contudo, algumas especulações sobre o final de Game of Thrones foram se fortalecendo ao longo do tempo e três, pelo menos, delas são as apostas de grande parte dos fãs.

Praticamente todas as grandes teorias sobre o fim de Game of Thrones partem do encadeamento de profecias criadas nos livros, ainda que algumas não necessariamente tenham sido citadas na série até agora. Por exemplo, ainda que a adaptação televisiva não siga com tanta fidelidade o conteúdo do livro, é complicado acreditar que Cersei Lannister (Lena Headey) vá terminar no Trono de Ferro quando há uma profecia nos livros dizendo que ela vai ser morta por um valonqar, traduzindo, um irmão mais novo. A predição de sua morte é parte de três previsões de uma maegi, duas das quais foram levadas para a série e já aconteceram – Cersei deu check em casar com um rei e em ver todos os filhos morrerem.

Como a série da HBO ultrapassou o conteúdo dos livros, os fãs do épico de George R.R. Martin ficaram desamparados ao ver a narrativa da série tomando vida própria na tela. Martin já revelou em entrevistas que passou a David Benioff e D. B. Weiss, os produtores da série, o que deve acontecer com os personagens nos livros finais, para que eles pudessem finalizar a saga de forma coerente. Existem muitas mudanças entre os livros e o programa – Catelyn Stark (Michelle Fairley) nunca voltou como Lady Stoneheart, todas as histórias dos bastardos Baratheon foram concentradas em Gendry (Joe Dempsie) e o próprio Martin já disse que um personagem morto na série vai ser importante no sexto livro – mas é difícil acreditar que existam mudanças tão significativas nos arcos principais a ponto de, por exemplo, Cersei, condenada desde muito cedo, terminar viva.

Discos do milênio

Drogas e música. Desde o princípio da música clássica à ascensão do rock no século XX, boa parte das obras que abasteceram os ouvidos do público vieram pontuadas por doces doses de exageros lisérgicos. Dos Beatles ao rapper Danny Brown, do Pink Floyd ao grupo Animal Collective, o que não faltam são traços explícitos de drogas como maconha, LSD, cocaína ou “apenas” álcool. Expandindo o cardápio de um dos nossos especias mais lidos até hoje, apresentamos nossa nova lista: 30 discos para ouvir chapado. Álbuns que atravessam a psicodelia, caem no Hip-Hop, encontram a eletrônica até brincar com os ritmos tropicais da Chillwave. Ainda que outras obras possam completar a seleção, os discos escolhidos tem um propósito único: fazer você viajar.

Aviso: Conteúdo não recomendado para menores de 18 anos.

Torres: “Three Future” (VÍDEO)

Em junho deste ano, Mackenzie Scott deu vida à intensa Skim, uma pequena mostra do material produzido para o novo álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana. Marcada pela crueza dos arranjos, transformação que muito se aproxima dos últimos discos de St. Vincent, a canção conta agora com o suporte da densa Three Future, faixa-título do sucessor de Sprinter – 36º colocado na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015.

Trata-se de um ato confessional, naturalmente íntimo de tudo aquilo que Scott vem produzindo desde o primeiro álbum de estúdio. Um exercício da completa maturidade da artista, percepção reforçada no provocativo clipe que acompanha a faixa. Três personagens interpretados pela própria cantora, seus conflitos e questionamentos. Para a direção do vídeo, Torres contou com o trabalho de Ashley Connor, também responsável pelo vídeo de Skim.

 

Trilha sonora de “Stranger Things” é um dos melhores álbuns do ano

Nesta terça-feira (29), a revista norte-americana Rolling Stones divulgou a sua tradicional lista revelando os melhores álbuns musicais do ano, como sempre incluindo grandes nomes do cenário musical atual. Por isso, o que chamou a atenção dos fãs de Stranger Things foi encontrar a trilha sonora original da série na quadragésima sétima posição do ranking, destacando-se como o único álbum deste tipo dentre os selecionados.

A composição musical criada especialmente para a série da Netflix é produto das mentes criativas de Kyle Dixon e Michael Stein, membros do grupo eletrônico texano S U R V I V E. Utilizando-se de sintetizadores, suas composições foram essenciais para que a produção estabelecesse a nostalgia oitentista que a fez se tornar um enorme fenômeno – seja aplicando-as cirurgicamente durante as cenas ou na criação da já icônica música de abertura.

Em uma entrevista para a mesma revista, a dupla afirmou que, embora não tenha se inspirado em filmes ou programas específicos da época para compor a trilha de Stranger Things, é fã do trabalho de John Carpenter (do clássico Halloween) e do compositor Giorgio Moroder, responsável por GatinhasTop GunMidnight Express e muitos outros. O trabalho do grupo alemão Tangerine Dream em produções dos anos 80, como A Lenda Comboio do Medo também foi destacado como uma das suas fontes de inspiração.

Segundo eles, quando os irmãos Duffer, criadores do seriado, ofereceram-lhes o trabalho, procuraram saber se conseguiriam produzir um material que seguisse um clima sombrio e amedrontador, mas que também incluísse fragmentos alegres e divertidos. Para estes últimos elementos, segundo Dixon, seu instinto foi seguir o que, para ele, significava a infância. “É difícil explicar, mas há certas notas que simplesmente soam a como é ser criança para mim”, disse ele ao entrevistador referindo-se ao cenário do R&B dos anos noventa, década em que cresceu.

Devido ao estrondoso sucesso do programa, foi encomendado pela Netflix o lançamento da trilha sonora original em dois volumes, que foram disponibilizados a partir de agosto em forma digital, CD e vinil (bem nostálgico, né?). Juntos, os dois álbum contêm quase cem músicas, dentre aquelas sinistras, como “Where’s Barb?” e  “The Upside Down” – esta última sobre o mundo invertido da trama – e outras empolgantes (“Biking to School”, “Hanging Lights”). Confira no player abaixo o primeiro volume: