Discos do milênio

Drogas e música. Desde o princípio da música clássica à ascensão do rock no século XX, boa parte das obras que abasteceram os ouvidos do público vieram pontuadas por doces doses de exageros lisérgicos. Dos Beatles ao rapper Danny Brown, do Pink Floyd ao grupo Animal Collective, o que não faltam são traços explícitos de drogas como maconha, LSD, cocaína ou “apenas” álcool. Expandindo o cardápio de um dos nossos especias mais lidos até hoje, apresentamos nossa nova lista: 30 discos para ouvir chapado. Álbuns que atravessam a psicodelia, caem no Hip-Hop, encontram a eletrônica até brincar com os ritmos tropicais da Chillwave. Ainda que outras obras possam completar a seleção, os discos escolhidos tem um propósito único: fazer você viajar.

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Torres: “Three Future” (VÍDEO)

Em junho deste ano, Mackenzie Scott deu vida à intensa Skim, uma pequena mostra do material produzido para o novo álbum de estúdio da cantora e compositora norte-americana. Marcada pela crueza dos arranjos, transformação que muito se aproxima dos últimos discos de St. Vincent, a canção conta agora com o suporte da densa Three Future, faixa-título do sucessor de Sprinter – 36º colocado na nossa lista dos 50 Melhores Discos Internacionais de 2015.

Trata-se de um ato confessional, naturalmente íntimo de tudo aquilo que Scott vem produzindo desde o primeiro álbum de estúdio. Um exercício da completa maturidade da artista, percepção reforçada no provocativo clipe que acompanha a faixa. Três personagens interpretados pela própria cantora, seus conflitos e questionamentos. Para a direção do vídeo, Torres contou com o trabalho de Ashley Connor, também responsável pelo vídeo de Skim.